quinta-feira, 12 de agosto de 2010

**Aqui o palhaço é você**

Queridos amigos,


Recebi este email ontem e resolvi compartilhar com vocês. Trata-se de uma crítica ao atual governo Lula, o qual, lembro-me perfeitamente durante as campanhas de sua primeira gestão, o slogan favorito era:

"Um governo que não vai dar o peixe e sim, ensinar a pescar". E vejam no final de seu governo, as políticas públicas implantadas!

Eu sinto muito pelos meus erros, mas eu fui uma das infelizes que contribuiu para que ele estivesse lá. Lá mesmo. Lugar certo. Na hora certa. Naquela que o "AIE" (Aparelho Ideológico do Estado), atua constante e diariamente, fazendo com que nós, cidadãos de bem, que paga suas dívidas e seus impostos, acreditemos que as coisas simplesmente "acontecem" por "acontecer". Sem forges, sem tendências, em pretensão, sem MANIPULAÇÃO.

Veja o caso da "escolha" Copa do Mundo 2014. Quem acreditou naquelas lágrimas de crocodilo? Para mim é bem claro, que o fato da Copa do Mundo 2014 ter o Brasil como sede não foi surpresa. Isso já estava consagrado como um movimento político mundial que gira em torno da globalização. Assim como foi com a Copa 2010 na África do Sul.

Para vocês terem uma ideia, nunca houve na história da Copa do Mundo, ingressos tão encalhados. Tanto que faltando um mês para a chegada da Copa, o presidente da FIFA junto ao mascote dos jogos, saíram de viajam ao redor do mundo para melhor "divulgar" o evento {como se o mundo todo já não o soubesse}. Era preiso que a Copa do Mundo tivesse sido lá. "País judiado de terceiro mundo tem condições de receber pessoas de diversas etnias, raças e classes sociais." A próxima, só poderia ser no Brasil. Então vejamos agora sob outro prisma: o Lula é o cara? Sim! Ele é o cara. Nasceu com uma estrela na testa {para não dizer em outro lugar bem menos elegante}. É o cara que estava no lugar certo, na hora certa.

Dizer que ele é de total incompetência também não o digo. Mas convenhamos né amigos! Uma pessoa que trabalhou por um tempo e foi aposentado por invalidez (invalidez para trabalhos forçados, pra "cabra-macho", não para dirigir um país), uma pessoa que nunca exerceu cargos políticos, nem como assesssor de ninguém e que ficou a mercê de seus corregilionários e assessores por não "dominar" a adminsitração pública, claro, nunca podia saber de nada mesmo...

Isso sem partir para o "jogo-sujo" de mancionar sobre o sinheiro na cueca, nas meias, mensalão, entre outros.

Sim! As pessoas de menor renda melhoraram de vida no governo Lula. Mas ninguém o percebe como um "movimento" que vem acontecendo atraves dos anos e que em dado momento, iria se estabelecer. "lugar certo, hora certa". Ou vice-e-versa. Essa ordem não altera os fatores. O que alteraria e me causaria tamanha estranheza seria o fato de que os governos não pensassem somente em fixar seus nomes como salvadores da pátria, pátria essa que na realidade vive a própria sorte de mercenários corruptos que governam nosso país {lembrete para o Stallone: venha buscar seus maquaquinhos mercenários! Pra mim vcs são todos farinha do mesmo saco!}.

Leiam o email que recebi e vejam se isso não é fator para ficar desolado com a própria situação, levando em conta o próprio esforço, a própria luta, e no fim...esforço e luta essa que financia obras assistencialistas do governo. Boa leitura. Boa reflexão.



******




*Vai transar?*
O governo dá camisinha.




*Já transou?*
O governo dá a pílula do dia seguinte.







*Teve filho?*
O governo dá o Bolsa Família..






*Tá desempregado?*
O governo dá Bolsa Desemprego.






*Vai prestar vestibular?*
O governo dá o Bolsa Cota.







*Não tem terra?*
O governo dá o Bolsa Invasão e ainda te aposenta.








*RESOLVEU VIRAR BANDIDO E FOI PRESO?*

A partir de 01º/01/2010 O GOVERNO DÁ O AUXÍLIO?!?!?!?!?!?!?!?!?!

*esse é novo* >> Todo presidiário com filhos (e geralmente eles tem uma porrada)tem direito a uma bolsa que, é de R$798,30 "por filho" para sustentar a família, já que o coitadinho não pode trabalhar para sustentar os filhos por estar preso. Não acredita?Confira no site da Previdência Social.Portaria nº 48, de 12/2/2009, do INSS



*Mas experimenta estudar e andar na linha pra ver o que é que te acontece!*






"Trabalhe duro, pois milhões de pessoas que vivem do Fome-Zero e do Bolsa-Família, sem trabalhar, dependem de você" Se vc é brasileiro passe adiante!!!




O email que recebi acaba aqui, mas já que falamos tanto em "bolsa", segue a última palavra em bolsas. A bolsa da Dilma.



"DE FATO, ELA DEVE ESTAR MESMO MUITO PREOCUPADA COMO OS POBRES E COM A JUSTIÇA SOCIAL NO BRASIL.


PARA REFLETIR ...
Existem:- Bolsa-Família, Bolsa-Esmola, Bolsa-Voto, Bolsa-Mentira e agora também a

A bolsa da DILMA

A jornalista Anna Ramalho escreveu na sua coluna no Jornal do Brasil:
“A ministra Dilma Rousseff, em foto publicada anteontem n’ O Globo, deve ter se esquecido de esconder a bolsa – tamanha foi a bronca no assessor do Geddel.
Trata-se de uma Kelly, grife Hermès, criada em homenagem à princesa Grace, e objeto de consumo das milionárias mundo afora.
"Detalhe: a bolsa não custa menos de 4.700 euros – cerca de R$ 14 mil. Portanto… Quem ainda teme a revolucionária comunista dos anos 70 pode ficar tranquilo. Não se usa uma Kelly impunemente.
É muito bonito pregar comunismo nas propriedades e com o dinheiro dos outros...” Para comprar a bolsinha que ela usa, o trabalhador brasileiro tem que trabalhar dois anos, sem comer, sem morar, investindo tudo na bolsinha da ministra boazinha do PAC, numa farsa de quem quer parecer popular. Mas que na verdade, depois de guerrilheira, o que ela virou foi uma aproveitadora do dinheiro público para uso de luxos 'burgueses'.
Enquanto ela e Lula atiram bolsa-família para manter a ignorância do povo,ela se agarra mesmo é no poder para ganhar milhões e poder andar como madame, com bolsa de madame.
Simplesmente...lamentável.
Abraços,
Syy

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Quem sou eu? Eu posso ser qualquer coisa......


"Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que quase me deixa exausta. Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo. Eu sei chorar toda encolhida abraçando as pernas. Por isso, não me venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa. Venha a mim com corpo, alma, vísceras, e falta de ar."



Clarice Lispector**my favorite

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

E por falar em selvageria........

É gente...não adianta querer fugir ou tapar o sol com a peneira. A imagem do Brasil, além de ser péssima em nosso próprio país, "lá fora" não é das melhores. Estive conversando com uma passageira em meu vôo para Brasília, a qual estava de volta depois de 10 anos morando em Boston. Bem, conversamos rapidamente, mas ela comentou comigo as últimas notícias sobre o Brasil onde ela morava. Claro, não falava-se em outra coisa: caso Bruno (ex-goleiro do Flamengo) e caso Mércia (advogada de Guarulhos). Gente do céu! O que mais espera-se para prender o advogado Dr. Mizael. Só pelo simples fato dele ter um dedo à menos, já representa um mau-agouro. Tá...parece preconceito né. Desculpa. É que tais semelhanças me remetem à más-experiências anteriores. Impossível não comparar {risos}.
Vamos ao que interessa: o motivo deste meu post é muito simples, digo, triste. Esteve aqui em nosso país, gigante pela própria natureza, belo, forte e impávido do colosso, nada mais, nada menos que Silvester Stallone {aquele mesmo, o Rambo, que ficou com a boca torta de tanto tomar bomba para parecer mais forte do que a natureza o fêz}. Aliás, nada menos, bem menos. Em minha modesta opinião, uma pessoa que faz os tipos de comentários que ele fez em relação à um lugar onde ele é "visita" é no mínimo, de caráter duvidoso, ou seja, um sem "bom-senso". Como já mencionei em outras postagens, "bom-senso" não se adquire, já nasce com as pessoas. Logo, as pessoas que nascem desprovidas desse elemento único de uma boa convicência social, podem se considerar o famoso"sem-noção".
O dito-cujo que aqui esteve gravando umas cenas do filme "Mercenários", já merecia ser ex-comungado de nossa pátria já de uma vez que o brasileiro é um povo acolhedor e hospitaleiro. Sobretudo quando "acredita-se" estar perante uma "celebridade". De mercenário não de tem quase nada, isso é coisa de americano idiota {lembrando que nem todos são idiotas}. Porém, um idiota, Stallone, fez referências ao Brasil como "um país bacana pois você pode machucar as pessoas que elas agradecem e ainda por cima te oferecem um macaco para você lembrar de lembrancinha quando vai embora", fazendo menção à todos os brasileiros como "selvagens". Achei tudo isso o cúmulo. O infeliz comentário ganhou até vários vídeos no Youtube e inúmeros seguidores no Twitter com o intitulado "Cala a boca, Stallone" (veja a seguir).



As pessoas aqui no Brasil estão querendo "boicotar" o filme quando o mesmo estrear nas telonas, em resposta aos cinco minutos de caca que ele declarou. Se eu vou asistir ao filme? Ah sim, certamente. Mas em DVD. Pirata evidentemente, pois vou contribuir com aqueles que irão boicotar o filme, mesmo que sejamos apenas um grão de areia no deserto. Mas então que sejamos um grão de areia.
Não irei por nada pessoal (risos), mas, porque dizem que estão dando miniaturinhas do Stalone na compra de um combo de pipoca com guaraná. E eu adoro pipoca com guaraná. Quanto ao boneco, não teria o que fazer com ele, pois além dele não fazer meu tipo, não ensino meus filhos a idolatrar pessoas perversas e sem educação.
Sinceramente, preferia ganhar um macaquinho. Esse pelo menos é o mais próximo do ser humano e num comparativo à certos deles tem até uma grande vantagem, pois não fala.




Um abraço à todos os brasileiros que pensam,



Syy

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Pensamentos ruminantes............

Hello peoples!




A revista Galileu apresentou uma repostagem de capa em maio de 2010, um tanto quanto interrogativa para mim. Vejamos: "o lado bom da depressão". Gente! Pela primeiríssima vez na vida, vi uma menção como essa, que é no mínimo curiosa, diga-se de passagem. Com esse rótulo, não pensei duas vezes e tive a enorme curiosidade de folhear as páginas desta revista quando ironicamente aguardava na sala de espera do consultório de minha terapêuta (!!!) Sim...eu também faço terapia!!!! E ADOROOOOO.............


A reportagem diz que para o amadurecimento pessoal, sim, a depressão tem um saldo positivo. Mas através desse título denota a todos que o processo é igualmente fortalecedor e enriquecedor para todos, o que não é verdade. Existem fatores que levam à depressão "endógena" a qual é de origem unicamente orgânica, ou seja, envolvem fatores biológicos do indivíduo. Já a depressão "exógena", como o próprio nome sugere, trata-se da depressão ocasionada por fatores "neuroquímicos" no qual o indíviduo que “entra em parafuso” depois de longos períodos de stress, depois de uma sobrecarga constante e intensa e depende unicamente de fatores externos, como por exemplo perdas significativas. Há também aquela que é ao mesmo tempo endógena e exógena, ou seja, compõem-se dos dois fatores, combinadíssimos. Um verdadeiro complô contra a felicidade. Resumo da ópera: como a reportagem é superficial e não abrange esses mecanismos de contrapartida, pode-se dessa forma concluir que, a depressão que propicia a evolução do ser através do amadurecimento e crescimento é do tipo exógena e me corrijam se eu estiver errada. Segue trechos da reportagem, espero com isso poder auxiliar a quem possa interessar.





Beijokas da Syy Olivier








"O lado bom da depressão" {isso realmente existe?}




"Novas pesquisas defendem que ela faz parte do processo evolutivo: um mecanismo que nos obriga a resolver os dilemas mais profundos. {E eu então questiono: mas será que conseguimos mesmo "resolver" nossos conflitos ou apenas aprendemos a "conviver" com nossos monstrinhos de estimação?}.





Ela não pode ser diagnosticada por exames de sangue, detectada em chapas de raios-x ou investigada em testes de resistência física. Mas, segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde, será em duas décadas, a doença mais comum do mundo. Saiba por que pesquisas recentes apontam que essa pode ser uma boa notícia para todos nós.





Ruminação positiva




Ao estudar as raízes evolucionistas da depressão, Andrews e Thomson focaram-se num tipo de pensamento que costuma ser comum em portadores da doença, chamado de ruminação. O nome deriva do hábito que as vacas têm de continuar mastigando por horas alimentos que já tinham engolido e voltaram do estômago. “O pensamento ruminante faz com que a pessoa pense continuamente em seus problemas”, diz a psicóloga Susan Nolen-Hoeksema, da Universidade de Yale. Até recentemente, havia um consenso científico de que a ruminação não passava de um tipo inútil e improdutivo de pessimismo. A própria professora defende, em parte, essa ideia: “Em alguns casos a ruminação analítica leva o doente a remoer seus problemas de forma tão passiva e repetitiva que acaba ficando ainda mais deprimido”. Uma ala da psicologia evolucionista passou recentemente a ver a questão sob um prisma bem diferente. Andrews e Thomson acreditam que a ruminação envolve afiados processos analíticos que, se bem orientados, de preferência com a ajuda de especialistas, podem ser produtivos, ainda que dolorosos. Por meio da ruminação, pessoas deprimidas tendem a quebrar um problema complexo em questões menores, com as quais é mais fácil de lidar. “Isso leva a melhores chances de resolvê-los”, diz Andrews. Estudos apontam ainda que a depressão aumenta a atividade cerebral de uma área do córtex pré-frontal importante para manter a atenção. Isso contribuiria para a mente permanecer mais focada em um problema, minimizando distrações. No processo, o doente pode ter insights sobre sua vida que não seriam possíveis se estivesse são.


O escritor Osíris Reis, 30, enfrentou duas fortíssimas crises de depressão. A primeira começou em 2000, durante o curso de medicina. Apesar de perceber que não tinha nada a ver com a área, não conseguia largar os estudos. Ficou na faculdade um ano e meio, tempo durante o qual começou a perder a capacidade de sentir prazer em tudo. Na tentativa de recuperar a alegria, foi aumentando o ritmo da vida: fazia compras enlouquecidamente, ia a festas quase todas as noites. “Demorei a me tocar que isso era depressão. Só me dei conta quando larguei a medicina, fiz inscrição para o curso de mecatrônica em Brasília e, três meses antes do vestibular, não tinha vontade de levantar da cama — só encontrava ânimo para ir até a cozinha e pegar uma faca para me matar”, afirma. “Foi aí que percebi que a coisa era séria e decidi procurar ajuda médica.” Consultou-se com psiquiatras, mudou-se por um tempo para a casa dos avós, começou a escrever livros, entrou para um curso de audiovisual. Em 2004, uma nova crise apareceu, mas, desta vez, Osíris já sabia como se cuidar: aliou tratamentos psiquiátrico e psicológico e tomou medicamentos até melhorar. “Na hora em que você está mal, esse papo de que a depressão tem lado bom não faz sentido. Só pude ver pontos positivos quando comecei a me tratar”, diz. “Hoje sei que, se não fosse pela doença, eu teria mantido escolhas que fariam da minha vida uma porcaria.”



No Brasil, os antidepressivos já são a quarta classe de remédios mais comercializada — atrás de anti-inflamatórios, analgésicos e contraceptivos. Em cinco anos, segundo levantamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a venda desse tipo de medicamento cresceu 48%. Pulou de 17 milhões de unidades vendidas em 2003 para 25,9 milhões em 2008. “Hoje antidepressivos são prescritos por médicos de todas as especialidades, mesmo quando não têm certeza do diagnóstico”, diz Luiz Alberto Hetem, vice-presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). “No entanto, há casos de depressão mais graves em que os antidepressivos são imprescindíveis. Já em situações leves, o acompanhamento psicológico é, muitas vezes, suficiente para que a pessoa se restabeleça”, diz. É importante salientar que distinguir um quadro grave de um leve ou moderado não é tarefa fácil. Cada caso precisa ser avaliado individualmente por especialistas na área. O fotógrafo Jorge Poyart, 30, teve o primeiro contato com a doença quando tinha 15 anos. O gatilho foi a postura instável do pai. Primeiro, vieram ataques de raiva, seguidos de profunda tristeza que o levou a se afastar dos amigos. Ao longo da vida, teve algumas crises, que, com a ajuda de intenso tratamento, resultaram em importantes descobertas sobre si mesmo. Passou a ter consciência de que havia questões que precisava resolver consigo mesmo se quisesse ficar bem. Graças à doença, aprendeu a desenvolver sua autoconfiança. “Saí fortalecido e mais resistente a problemas. Aprendi a me respeitar, a me perdoar e a me dar valor”, diz. “Entendi que também mereço ser feliz, sem culpa, como todo mundo.” Defender que depressão tem seu lado bom não significa dizer que seus portadores não precisam de tratamento. Muito menos que devam sofrer indefinidamente à espera de supostos benefícios da doença. Afinal, aí reside outro grande paradoxo da evolução: mesmo quando temos consciência de que a dor pode ser útil, a urgência em escapar dela é um de nossos mais emblemáticos instintos. Remédios, psicanálise, psicologia, cada um deve procurar o tratamento que julgar melhor para aliviar o sofrimento. Mas as recentes teorias sobre depressão trazem uma inovação preciosa ao nos mostrar que a tristeza e o pessimismo podem não ser de todo ruim, ajudando-nos a compreender nossas reações humanas de uma maneira mais natural. E a entender melhor aquele velho ditado que diz, sabiamente, que há males que vêm para bem.



Patologização da tristeza




A depressão, ou melancolia, como era citada no passado, atinge muita gente faz milênios — há menções a ela que remontam aos tempos de Aristóteles, no século 4 a.C. Mas só recentemente passou-se a aventar que a doença tenha aspectos positivos. Novos estudos tentam jogar luz ao tema, como o recém-lançado livro Manufacturing Depression: The Secret History of a Modern Disease (Fabricando a Depressão: a História Secreta de uma Doença Moderna, sem tradução no Brasil). Nele, o psicoterapeuta Gary Greenberg, que também sofre de depressão, faz um relato franco do que classifica de patologização da melancolia. A partir do século 20, tristeza profunda passou a ser tachada de doença grave. Virou tema de pesquisas científicas, ganhou vocábulos cada vez mais extensos em livros de medicina e psicologia e, a partir dos anos de 1950, transformou-se em mal a ser combatido por remédios. Co-autor de The Loss of Sadness: How Psychiatry Transformed Normal Sorrow into Depressive Disorder (A Perda da Tristeza: Como a Psiquiatria Transformou Tristeza Normal em Disfunção Depressiva, inédito no País), outro interessante livro sobre o assunto, Allan Horwitz defende que isso acontece porque a psiquiatria contemporânea tende a deslocar os sintomas de seu contexto, classificando de disfunções mentais reações normais que temos diante de situações de estresse. Isso, segundo ele, tem sérias implicações não só para a medicina, mas para a sociedade em geral. “Diante dessa indústria da felicidade, que alardeia ser possível sentir-se bem o tempo todo, a gente se torna incapaz de ver a tristeza como parte natural da vida”, diz. “Isso leva pessoas que estão apenas tristes ou que têm quadros mais leves de depressão a buscar saídas rápidas para sua dor por meio de antidepressivos.” Horwitz salienta, no entanto, que é preciso separar reações depressivas, que são respostas normais a situações difíceis, dos transtornos graves de depressão. “Quadros complicados, como depressão bipolar, precisam, claro, ser tratados com cuidado especial, muitas vezes de forma multidisciplinar, combinando medicamentos e terapias.” A própria pesquisa de Andrews e Thomson focou-se em tipos leves e moderados da doença — gente que, na opinião dos dois pesquisadores, acaba tomando antidepressivos sem necessidade, perdendo a chance de refletir sobre sua existência e tomar decisões que poderiam ser de grande valia. Culpa, segundo eles, da banalização no uso desses medicamentos."




Bibliografia: Revista Galileu
número 226/ maio 2010
{foto da net}

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Pode-se amar sem admirar?

"Pode-se dar amor natural, comum. Pode-se ter pena da pessoa ou ser fisicamente atraída por ela, e enganar-se pensando que essa reação é amor. Mas, para que o amor real exista é preciso que você admire alguma coisa nele ou nela. Theodore Reik acha que “o amor só é possível quando você atribui um valor mais alto à pessoa do que à você, quando você vê nela ou nele uma personalidade que, pelo menos em algum sentido é maior que a sua”.

{Texto extraído do livro “Clarice Lispector só para mulheres”, p.07, Editora Rocco, São Paulo, 2007}




Complementando o texto de Clarice, gostaria de ressaltar que é bem certo que o "ser humano" em sua totalidade, é repleto de erros e acertos, mas ainda assim, aos olhos do "encantamento pelo outro", só ocorrem realmente quando a admiração se torna um dos maiores quesitos de tal encanto. O que discordo, é o fator de que deve-se admirar mais o outro do que a ti mesmo. Nunca pensei que fosse discordar de Clarice, mas é fato. A vida é assim...ou se escreve seu própria história, ou se lê a história escrita pelos outros.

Desculpem, mas admiro primeiramente a mim. Tenho uma história de muitos obstáculos e pedras em meu caminho, o que não significa que não admire outras histórias mais que a minha. O que ainda não aconteceu foi de admirar mais alguém que estivesse partilhando da vida comigo, do que a mim mesma. Isso não tem haver com amor. Amor é outra coisa, que vou deixar para outro post, srsrsr.



Beijokas,


Syy

**Os espelhos da alma**


Desde remota antiguidade, os olhos vêm servindo de tema para poemas, ensaios, provérbios, lendas etc. Os de Cleópatra (que os maquiava muito à maneira das modernas elegantes) eram tão celebres quanto o seu nariz e devem ter desempenhado também papel importante na mudança dos destinos da humanidade.

A moda atual – insensata sob tantos aspectos – pelo menos com relação aos olhos, demonstra haver compreendido a importância deles para fazer sobressair a beleza de um rosto. Com efeito, nunca houve tanto requinte na maquiagem dos olhos como agora. O seu formato é sublinhado e alongado por traços de lápis; o rímel, que até há bem pouco tempo se limitava ao preto e ao marrom, hoje, pode ser encontrado nos mais variados matizes de verde, azul, violeta ou cinza; e um mostruário de “sombra” para as pálpebras faz lembrar uma paleta de pintor abstracionista.

Mas não é só. Recentemente, em Paris, foram lançadas “sombras” de ouro e de prata para a noite. E Josephine Backer, a famosa cançonetista de dançarina café au lait, inaugurou a moda de colar sobre cada pálpebra uma pequenina pedra preciosa. Desta forma, qualquer uma que queira dar-se a esse trabalho (quase de ourives), poderá exibir um olhar cintilante...

Quanto aos cílios postiços, outrora só usados por atrizes no palco e na tela, o seu uso está espalhando-se cada vez mais para as horas do dia.

Para os olhos serem belos, não basta, porém que sejam grandes, de um colorido especial ou maquiados com requinte. É preciso que neles haja algo à mais. Pois, sendo “os espelhos da alma”, devem refletir doçura, compreensão, inteligência.

Em resumo, o mais importante dos olhos é – o olhar.



{Texto extraído do livro “Clarice Lispector só para mulheres”, p.09, Editora Rocco, São Paulo, 2007}

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

"Consumo...logo existo"






O Planeta pede socorro..........................



Um dia li uma frase em uma Oficina da Semana da Pedagogia que alguém colocou em um cartaz. Dizia assim...


"O Planeta está doente. Quando ele morrer, para onde nós iremos?"


Tal e qual. Parece até uma frase de criança, mas é preciso olhar adulto para poder tomar as providências cabíveis para obtermos resultados favoráveis nesse sentido. É...realmente o planeta está doente.

Isso me lembra uma carta escrita pelo Grande Chefe Seatle em 1855, quando, ironicamente, o grande Sábio já fazia menção à possíveis acontecimentos futuros, caso os homens brancos tomassem posse da terra. E foi assim...

Narrada como uma premonição, as palavras do índio, que um dia existiu apenas como um belíssimo poema, hoje nos faz refletir sobre as atitudes de cada um de nós. Não, isso não é apenas "culpa" do vizinho. A Terra está sendo consumida à largos passos. Estamos gastando mais reservas naturais do que podemos, já que somos quase 7 bilhões de habitantes consumindo trinta por cento a mais do que o mundo pode suportar. Água, ar e terra são recursos que, infelizmente, não se renovam como um estalar de dedos e não podem ser digitados em um computador e serem "fabricados" em uma máquina inventada pelo homem.

Como muitos de vocês já sabem, moro em uma chácara por opção. Evidentemente, com toda segurança 24 horas e infra-estrutura que o mundo moderno exige da gente porém, não deixando de ter um longo espaço arborizado à nossa volta. Certa vez, recebi umas pessoas do trabalho de meu marido e tive que sair providenciar umas comidinhas para receber bem a todos. Coloquei os sacos com os lixos em meu carro já de uma vez que passaria pela lixeira e dessa forma, os despejaria durante o trajeto. Todavia, me esqueci as chaves e rodei por algum tempo dentro do carro. Uma das visitas que me acompanhava, virou-se para mim dizendo " Ai Sy...porque você não aproveita que estamos aqui no meio desse mato e joga esses lixos?" (!!!)

Vocês conseguem imaginar a minha cara de espanto ao ouvir estas palavras? É o mesmo que sinto quando vejo "alguém" do carro da frente jogar pela janela uma latinha de cerveja ou palito de sorvete...o que mais me intriga é o fator de que isso é amplamente divulgado inclusive em forma de lei com direito a pagamento de multas, mas o povo não aprende...tsc,tsc...

O que mais me deixa "angustiada" é o gasto completamente desnecessário da água pelas maiorias. E isso nada tem haver com maiorias desenvolvidas, subdesenvolvidas, privilegiadas ou não. São as maiorias das pessoas mesmo. Pouco importa a classe social, credo, crença, raça, etnia ou preferências. Infelizmente, é bastante triste, mas as pessoas em geral, continuam a lavar suas calçadas com mangueiras, continuam tomando banhos demoradíssimos, continuam escovando seus dentes com as torneiras ligadas e...sem a menor "dor-na-consciência". Hoje mesmo passei pelas adjacências da 23 de maio e lá estava um caminhão-tanque, desejando aquela enorme quantidade de água sobre uma rua a qual aparentemente havia acabado de ter um pedacinho consertada, era preciso uma enorme rajada de água para "lavar os resquícios". E por falar nisso, vai chover daqui há pouquinho. Será que não dava para esperar a própria naturexa agir nesse sentido? Até o meu filhinho de oito anos comentou que pensava que as águas de caminhão-pipa serviam para levar água para quem não possuía encanamento de rua. Tive até vergonha de responder, mas disse a ele que às vezes as pessoas fazem "coisas erradas" por isso que a água não é suficiente para todos.........

Deixo abaixo para que todos possam conhecer, a carta do Grande Chefe Seatle a qual mencionei acima.



“O que ocorrer com a terra, recairá sobre os filhos da terra. Há uma ligação em tudo.”


No ano de 1854, o presidente dos Estados Unidos fez a uma tribo indígena a proposta de comprar grande parte de suas terras, oferecendo, em contrapartida, a concessão de uma outra "reserva". O texto da resposta do Chefe Seatlle, tem sido considerado, através dos tempos, um dos mais belos e profundos pronunciamentos já feitos a respeito da defesa do meio ambiente.


"Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? Essa idéia nos parece estranha. Se não possuímos o frescor do ar e o brilho da água, como é possível comprá-los?

Cada pedaço desta terra é sagrado para meu povo. Cada ramo brilhante de um pinheiro, cada punhado de areia das praias, a penumbra na floresta densa, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados na memória e experiência de meu povo.

A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as lembranças do homem vermelho. Os mortos do homem branco esquecem sua terra de origem quando vão caminhar entre as estrelas. Nossos mortos jamais esquecem esta bela terra, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela faz parte de nós.

As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia, são nossos irmãos. Os picos rochosos, os sulcos úmidos nas campinas, o calor do corpo do potro, e o homem - todos pertencem à mesma família.Portanto, quando o Grande Chefe em Washington manda dizer que deseja comprar nossa terra, pede muito de nós.

O Grande Chefe diz que nos reservará um lugar onde possamos viver satisfeitos. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Portanto, nós vamos considerar sua oferta de comprar nossa terra. Mas isso não será fácil. Esta terra é sagrada para nós.Essa água brilhante que escorre nos riachos e rios não é apenas água, mas o sangue de nossos antepassados. Se lhes vendermos a terra, vocês devem lembrar-se de que ela é sagrada, e devem ensinar as suas crianças que ela é sagrada e que cada reflexo nas águas límpidas dos lagos fala de acontecimentos e lembranças da vida do meu povo. O murmúrio das águas é a voz de meus ancestrais.

Os rios são nossos irmãos, saciam nossa sede. Os rios carregam nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem lembrar e ensinar a seus filhos que os rios são nossos irmãos e seus também. E, portanto, vocês devem dar aos rios a bondade que dedicariam a qualquer irmão.

Sabemos que o homem branco não compreende nossos costumes. Uma porção da terra, para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é um forasteiro que vem à noite e extrai da terra aquilo de que necessita. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga, e quando ele a conquista, prossegue seu caminho. Deixa para trás os túmulos de seus antepassados e não se incomoda. Rapta da terra aquilo que seria de seus filhos e não se importa. A sepultura de seu pai e os direitos de seus filhos são esquecidos. Trata sua mãe, a terra, e seu irmão, o céu, como coisas que possam ser compradas, saqueadas, vendidas como carneiros ou enfeites coloridos. Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto.

Eu não sei, nossos costumes são diferentes dos seus. A visão de suas cidades fere os olhos do homem vermelho. Talvez seja porque o homem vermelho é um selvagem e não compreenda.

Não há um lugar quieto nas cidades do homem branco. Nenhum lugar onde se possa ouvir o desabrochar de folhas na primavera ou o bater das asas de um inseto. Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não compreendo. O ruído parece somente insultar os ouvidos.

E o que resta da vida se um homem não pode ouvir o choro solitário de uma ave ou o debate dos sapos ao redor de uma lagoa, à noite? Eu sou um homem vermelho e não compreendo. O índio prefere o suave murmúrio do vento encrespando a face do lago, e o próprio vento, limpo por uma chuva diurna ou perfumado pelos pinheiros.O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo sopro - o animal, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo sopro. Parece que o homem branco não sente o ar que respira. Como um homem agonizante há vários dias, é insensível ao mau cheiro. Mas se vendermos nossa terra ao homem branco, ele deve lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar compartilha seu espírito com toda a vida que mantém. O vento que deu a nosso avô seu primeiro inspirar também recebe seu último suspiro. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem mantê-la intacta e sagrada, como um lugar onde até mesmo o homem branco possa ir saborear o vento açucarado pelas flores dos prados.Portanto, vamos meditar sobre sua oferta de comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais desta terra como seus irmãos.

Sou um selvagem e não compreendo qualquer outra forma de agir.Vi um milhar de búfalos apodrecendo na planície, abandonados pelo homem branco que os alvejou de um trem ao passar. Eu sou um selvagem e não compreendo como é que o fumegante cavalo de ferro pode ser mais importante que o búfalo, que sacrificamos somente para permanecer vivos.O que é o homem sem os animais? Se todos os animais se fossem o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Pois o que ocorre com os animais, breve acontece com o homem. Há uma ligação em tudo.Vocês devem ensinar às suas crianças que o solo a seus pés é a cinza de nossos avós. Para que respeitem a terra, digam a seus filhos que ela foi enriquecida com as vidas de nosso povo. Ensinem as suas crianças o que ensinamos as nossas que a terra é nossa mãe. Tudo o que acontecer à terra, acontecerá aos filhos da terra. Se os homens cospem no solo, estão cuspindo em si mesmos.

Isto sabemos: a terra não pertence ao homem; o homem pertence à terra. Isto sabemos: todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família. Há uma ligação em tudo.

O que ocorrer com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não tramou o tecido da vida; ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo.Mesmo o homem branco, cujo Deus caminha e fala com ele de amigo para amigo, não pode estar isento do destino comum. É possível que sejamos irmãos, apesar de tudo. Veremos. De uma coisa estamos certos - e o homem branco poderá vir a descobrir um dia: nosso Deus é o mesmo Deus. Vocês podem pensar que o possuem, como desejam possuir nossa terra; mas não é possível. Ele é o Deus do homem, e Sua compaixão é igual para o homem vermelho e para o homem branco. A terra lhe é preciosa, e ferí-la é desprezar seu criador. Os brancos também passarão; talvez mais cedo que todas as outras tribos. Contaminem suas camas, e uma noite serão sufocados pelos próprios dejetos.

Mas quando de sua desaparição, vocês brilharão intensamente, iluminados pela força do Deus que os trouxe a esta terra e por alguma razão especial lhes deu o domínio sobre a terra e sobre o homem vermelho. Esse destino é um mistério para nós, pois não compreendemos que todos os búfalos sejam exterminados, os cavalos bravios sejam todos domados, os recantos secretos da floresta densa impregnadas do cheiro de muitos homens, e a visão dos morros obstruída por fios que falam.


Onde está o arvoredo?


Desapareceu...


Onde está a águia?


Desapareceu...


É o final da vida e o início da sobrevivência."



Abraços,


Syy

quinta-feira, 29 de julho de 2010

***WE NO SPEAK AMERICANO XD***

Gente do céu!! Essa eu não poderia deixar de postar aqui...........{muitos risos}. Tem um certo personagem na Rádio Jovem Pan 2 chamado "Rick du Boiol", e que, tenham certeza, foi inspirado em mim.

Trata-se de um personagem criado pelo humorista Felipe Xavier, o mesmo que vem tomando proporções gigantescas através de anos a fio em vários horários e estações diversificadas. Ele encarna algumas figuras caricatas e pitorescas, criadas evidentemente baseadas em sujeitos tão hilários quanto. É de rolar de tanto rir a ponto de doer a barriga com tamanha desenvoltura do mocinho (ou melhor dizendo, da "mocinha", personagem de Felipe Xavier intitulado "Rick du Boiol"). Segue o site para conferir de perto esse "espetáculo" de apresenteção hêhê...


http://chuchubeleza.virgula.uol.com.br/2010/07/28/rick-du-boiol-dia-de-votacao100728/

A história da Putza e do xixi na Jacuzzi são umas das minhas favoritas. Confira.


Bem, alguns de vocês que me conhecem, devem estar se perguntando o que uma bichinha afetada tem haver comigo? Simples: em meio às suas falas, a bichinha "solta" algumas "pérolas" em inglês, traduzidas como palavras que surtem efeito de uma frase inteira, assim como eu sempre o fiz, muito embora eu tenha "aperfeiçoado" em muito o meu "globish". {Aliás, você sabe o que vem a ser "globish"? Globish é o global e inglês unidos por 1.500 palavras em dessa língua que podem surtir o efeito de uma frase e é muito utilizado por turistas, sendo uma versão simplificada da língua que se vale de frases e palavras simples. Alguns dizem que o globish veio para substituir o inglês, sendo muito mais dinâmico e rápido de ser absorvido. Era só o que faltava né gente, já nem bem chega a "era virtual" que faz com que as palavrinhas brasileiras sejam "diminuídas", parece que as "monofrases" que o meu querido Paulo Freire tanto mencionava, chegou em outros países também. Só para "clarear" do que estou falando para quem não é da área de Educação e não tem obrigação alguma de ter esse conhecimento, é o mesmo que quando uma criança diz "água" e o adulto subentende que a criança está dizendo "eu quero água!". É uma compração meio bobinha, mas acho que deu para compreender né?

E eu que achava que a evolução do "vassuncê", para "vosmecê", para "você" iria apenas se tornar "cê", me enganei, pois ao chamar ou falar do "outro" na net, devo apenas mencionar, ou melhor, teclar "vc". "Vc" quer dizer o outro, ou seja, "vassuncê, vosmecê, você", se tornou exatamente "vc"!!! Fácil não é?

Segue então uma musiquinha para animar, why, no speake americano.............

Scandall~**




segunda-feira, 26 de julho de 2010

**QUIMERAS**

Oi queridas pessoas!



Férias! Ooooooo coisa boooaaa!!

Tenho colocado coisas em ordem, jogando tantas outras fora, colocando a saúde em dia (minha e dos meus), lendo e respondendo emails, ligando para velhos amigos que poderiam até se tornar distantes com tamanho afastamento meu. Os mais íntimos sabem que esse "afastamento" foi involuntário e se deu devido a inúmeros compromissos com a faculdade e com meu trabalho juntos. Não havia tempo nem oportunidade para "desconcentrar".

COntudo, vivi por três e meio longos anos sobrevivendo em meio a livros, pesquisas, desenvolvendo teses, enfim, vegetando para o mundo intelectual, lá fora desse meu mundinho colorido.

Bem, nessas de ler emails e blogs, me deparei com esse texto o qual me remeteu imediatamente a situações mais prosaicas do dia-a-dia o qual me levou a repensar porque às vezes insistimos com pares que não nos agradam. É bem certo que em situaçõe do cotidiano, nos vemos "obrigados" a conviver com pessoas que nos fazem mal, que nos agridem querendo que sejamos conforme seus pensamentos e atitudes. Essa "violência simbólica" só causa decepção e nos machuca, portanto, se você que agora também tem a oportunidade de ler o texto abaixo, repense em relações que te fazem mal e liberte-se dela. Sei que isso não é tarefa fácil, eu mesma quando era uma pessoa oprimida, não conseguia me desvencilhar de "pessoas infectadas". Mas acredite: essa tarefa é mais fácil do que representa. Simplesmente siga seu coração e suas convicções. E se alguém não gostar e ainda assim quiser tolher você por isso, não é preciso brigar, gritar ou mesmo "ficar de mal". Apenas diga com toda classe e elegância "desculpe, isso não se encaixa comigo". Simples assim.
Voltando ao texto, procurei na net mas não foi possível encontrar o gênio quem o escreveu. Muito embora creia que o texto é bom o suficiente não apenas para julgar a atitudes de outrem, e sim refletir sobre nossas próprias atitudes perante nosso próximo. E que atire a primeira pedra quem nunca se viu numa situação dessas.
Sim, concordo plenamente que há pessoas que fazem desse texto um verdadeiro manual de instruções, procurando com insistência generalizar (no sentido de general) e moldar a vida de seus próximos, impondo suas ideias de forma que, conviver ao lado destas, torna-se tarefa impraticável. É mesmo uma pena, porém como mostra o texto [um pouco contraditório talvez, pois refere-se a tantas características ruins dos seres humanos em seu desenvolvimento como se não houvesse solução para isso (se é que há me ajudem!), e no final cita um sonho de que todos se amassem insistintivamente] que gosto de chamá-lo de "Quimeras" por não saber sua bibliografia completa.
Boa reflexão e lembre-se de enviar a pessoas queridas e não queridas. Quem sabe alguma coisa muda e futuramente poderemos escrever um texto juntos chamado "Realidade" ou "Mudanças" ou quem sabe até "Felicidade"............


Boa leitura,
Boa reflexão,
Boas mudanças......

Beijokas da


Syy~**


*****



"Tenho aprendido que lidar com o ser humano pode ser uma aventura, uma comédia ou um drama.


As pessoas estão de tal forma centradas em si mesmas que exigem, obrigam as pessoas com quem convivem a serem iguais ou se submeterem a elas.


Convivendo com diversos tipos e grupos de pessoas tenho aprendido que não se pode esperar amor e respeito de pessoas que não são capazes nem de amar a si próprias.



Pessoas que se fecham em seus mundinhos medíocres, mesquinhos e ilusórios, acomodando-se com as situações e escondendo seus sentimentos mais infames atrás de valores que na realidade só são venerados quando aplicados a outrem.



Pessoas que vestem suas máscaras e acreditam enganar-nos, pobres mortais, esquecendo-se que mais cedo ou mais tarde estas cairão e mostrarão quem elas realmente são.



Pessoas que não admitem seus erros, transferindo a responsabilidade por eles para os outros. Pessoas que tudo querem de nós, mas nada podem nos oferecer por se acharem superiores.


Algumas interrogações pairam em minha mente. Somos seres idênticos biologicamente, então porque temos tantas diferenças? Porque temos afinidades com certas pessoas e repulsa por outras.



Porque, com algumas pessoas temos afinidade quando as conhecemos e, com o tempo, esta afinidade desaparece e muitas vezes torna-se aversão? Como pode uma pessoa amar outra num momento e detestá-la em outro?



Por que o ser humano sente prazer em dominar seus semelhantes pela força, seja ela física ou econômica ou emocional?


Será tão difícil para o “Ser Humano” priorizar as boas relações interpessoais, conviver entre si apenas por simples prazer, sem se preocupar se aquelas pessoas, um dia, lhe serão falsas e infiéis?



EU TENHO UM SONHO... Um sonho em que viveremos num mundo em que não haverá guerras. Um mundo onde o amor ao próximo seja mais importante que o “valor do próximo”. Um mundo em que possamos dizer “Eu te Amo” sem o temor de sermos taxados de tolos e infantis. Um mundo onde as pessoas se respeitem independente de sua cor ou condição física.



Um mundo em que não exista a tirania da exploração do homem pelo homem.O ser humano é capaz de desenvolver a mais alta tecnologia e obter avanços científicos inimagináveis, porém, é incapaz de se relacionar com seus semelhantes de forma igualitária, livre e fraterna.



Sei que na verdade isso é uma utopia, mas reflitam: Será que um mundo assim seria pior que a verdade que vivenciamos hoje?"

"Os maiores racistas são os negros da cor preta"

Recebi este texto por email e achei tão contundente tanto que resolvi postar na íntegra, ou seja, tal qual o recebi. Para falar bem a verdade, eu ADORO DANILO GENTILI!!! O conheci fazendo o "reporter-atrapalhado" e pensava "como uma pessoa pode fazer um papel de tão tonto, só para aparecer na TV?"...Ele tinha a capacidade de me deixar tão constrangida com situações as quais colocava seus entrevistados, ahhaaa, veja se pode uma coisa dessas, mesmo não tendo nada haver com isso, eu me colocava no lugar da outra pessoa, era muito engraçado.
Porém, tão logo pude notar que na verdade, "esse menino" é tão inteligente e sagaz, como poucos, srsrsrs. Apesar de ser tão novinho, de bobinho só tem o jeitinho de andar mesmo.

De qualquer forma, concordem ou não com minhas palavras ou com esse texto, é uma excelente reflexão.




Abraços a todos,

Syy Olivier






Vale a pena esta reflexão feita por um humorista inteligente...





"Eis o perigo de mexer com pessoas inteligentes.

O humorista Danilo Gentili do programa CQC postou a seguinte piada no seu twitter:
"King Kong, um macaco que, depois que vai para a cidade e fica famoso, pega uma loira.
Quem ele acha que é? Jogador de futebol?"

A ONG Afrobras se posicionou contra: "Nos próximos dias devemos fazer uma carta de repúdio. Estamos avaliando ainda uma representação criminal", diz José Vicente, presidente da ONG. "Isso foi indevido, inoportuno, de mau gosto e desrespeitoso. Desrespeitou todos os negros brasileiros e também a democracia. Democracia é você agir com responsabilidade" , avalia Vicente.

Alguns minutos após escrever seu primeiro "twitter" sobre King Kong, Gentili tentou se justificar no microblog: "Alguém pode me dar uma explicação razoável por que posso chamar gay de veado, gordo de baleia, branco de lagartixa, mas nunca um negro de macaco?" (GENIAL) "Na piada do King Kong, não disse a cor do jogador. Disse que a loira saiu com o cara porque é famoso. A cabeça de vocês é que têm preconceito. "

Mas, calma! Essa não foi a tal resposta genial que está no título, e sim ESTA:

"Se você me disser que é da raça negra, preciso dizer que você também é racista, pois, assim como os criadores de cachorros, acredita que somos separados por raças. E se acredita nisso vai ter que confessar que uma raça é melhor ou pior que a outra, pois, se todas as raças são iguais, então a divisão por raça é estúpida e desnecessária. Pra que perder tempo separando algo se no fundo dá tudo no mesmo?

Quem propagou a ideia que "negro" é uma raça foram os escravagistas. Eles usaram isso como desculpa para vender os pretos como escravos: "Podemos tratá-los como animais, afinal eles são de uma outra raça que não é a nossa. Eles são da raça negra".
Então quando vejo um cara dizendo que tem orgulho de ser da raça negra, eu juro que nem me passa pela cabeça chamá-lo de macaco, mas sim de burro.

Falando em burro, cresci ouvindo que eu sou uma girafa. E também cresci chamando um dos meus melhores amigos de elefante. Já ouvi muita gente chamar loira caucasiana de burra, gay de v***** e ruivo de salsicha, que nada mais é do que ser chamado de restos de porco e boi misturados.

Mas se alguém chama um preto de macaco é crucificado. E isso pra mim não faz sentido. Qual o preconceito com o macaco? Imagina no zoológico como o macaco não deve se sentir triste quando ouve os outros animais comentando:
- O macaco é o pior de todos. Quando um humano se xinga de burro ou elefante dão risada. Mas quando xingam de macaco vão presos. Ser macaco é uma coisa terrível. Graças a Deus não somos macacos.

Prefiro ser chamado de macaco a ser chamado de girafa. Peça a um cientista que faça um teste de Q.I. com uma girafa e com um macaco. Veja quem tira a maior nota.

Quando queremos muito ofender e atacar alguém, por motivos desconhecidos, não xingamos diretamente a pessoa, e sim a mãe dela. Posso afirmar aqui então que Darwin foi o maior racista da história por dizer que eu vim do macaco?

Mas o que quero dizer é que na verdade não sei qual o problema em chamar um preto de preto. Esse é o nome da cor não é? Eu sou um ser humano da cor branca. O japonês da cor amarela. O índio da cor vermelha. O africano da cor preta. Se querem igualdade deveriam assumir o termo "preto" pois esse é o nome da cor. Não fica destoante isso: "Branco, Amarelo, Vermelho, Negro"?. O Darth Vader pra mim é negro. Mas o Bill Cosby, Richard Pryor e Eddie Murphy que inspiram meu trabalho, não. Mas se gostam tanto assim do termo negro, ok, eu uso, não vejo problemas. No fim das contas, é só uma palavra. E embora o dicionário seja um dos livros mais vendidos do mundo, penso que palavras não definem muitas coisas e sim atitudes.

Digo isso porque a patrulha do politicamente correto é tão imbecil e superficial que tenho absoluta certeza que serei censurado se um dia escutarem eu dizer: "E aí seu PRETO, senta aqui e toma uma comigo!". Porém, se eu usar o tom correto e a postura certa ao dizer "Desculpe meu querido, mas já que é um afro-descendente, é melhor evitar sentar aqui. Mas eu arrumo uma outra mesa muito mais bonita pra você!" Sei que receberei elogios dessas mesmas pessoas; afinal eu usei os termos politicamente corretos e não a palavra "preto" ou "macaco", que são palavras tão horríveis.

Os politicamente corretos acham que são como o Superman, o cara dotado de dons superiores, que vai defender os fracos, oprimidos e impotentes. E acredite: isso é racismo, pois transmite a ideia de superioridade que essas pessoas sentem de si em relação aos seus "defendidos" .

Agora peço que não sejam racistas comigo, por favor. Não é só porque eu sou branco que eu escravizei um preto. Eu juro que nunca fiz nada parecido com isso, nem mesmo em pensamento. Não tenham esse preconceito comigo. Na verdade, sou ítalo-descendente. Italianos não escravizaram africanos no Brasil. Vieram pra cá e, assim como os pretos, trabalharam na lavoura. A diferença é que Escrava Isaura fez mais sucesso que Terra Nostra.

Ok. O que acabei de dizer foi uma piada de mau gosto porque eu não disse nela como os pretos sofreram mais que os italianos. Ok. Eu sei que os negros sofreram mais que qualquer raça no Brasil. Foram chicoteados. Torturados. Foi algo tão desumano que só um ser humano seria capaz de fazer igual. Brancos caçaram negros como animais. Mas também os compraram de outros negros. Sim. Ser dono de escravo nunca foi privilégio caucasiano, e sim da sociedade dominante. Na África, uma tribo vencedora escravizava a outra e as vendia para os brancos sujos.

Lembra que eu disse que era ítalo-descendente? Então. Os italianos podem nunca ter escravizados os pretos, mas os romanos escravizaram os judeus. E eles já se vingaram de mim com juros e correção monetária, pois já fui escravo durante anos de um carnê das Casas Bahia.

Se é engraçado piada de gay e gordo, por que não é a de preto? Porque foram escravos no passado hoje são café-com-leite no mundo do humor? É isso? Eu posso fazer a piada com gay só porque seus ancestrais nunca foram escravos? Pense bem, talvez o gay na infância também tenha sofrido abusos de alguém mais velho com o chicote.

Se você acha que vai impor respeito me obrigando a usar o termo "negro" ou "afro-descendente" , tudo bem, eu posso fazer isso só pra agradar. Na minha cabeça, você será apenas preto e eu, branco, da mesma raça - a raça humana. E você nunca me verá por aí com uma camiseta escrita "100% humano", pois não tenho orgulho nenhum de ser dessa raça que discute coisas idiotas de uma forma superficial e discrimina o próprio irmão.



OS MAIORES RACISTAS SÃO OS NEGROS DA COR PRETA"



Danilo Gentili

quinta-feira, 15 de julho de 2010


(...) tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe?

O verão está aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada 'impulso vital'. Pois esse impulso às vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo assim como "estou contente outra vez".

Ou simplesmente "continuo", porque já não temos mais idade para, dramaticamente, usarmos palavras grandiloqüentes como "sempre" ou "nunca". Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas...Mas de tudo isso...me ficaram coisas tão boas...

Uma lembrança boa de você, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros. De não morrer, de não sufocar, de continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento. Ser novo. "


Caio Fernando Abreu






À todos que lêem meu blog, uma trilha sonora para esta postagem, com a qual eu amo. De muito bom gosto e que tem haver com o texto.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Ensinando para as crianças **AMOR**

“Saiu um livro lindo nos Estados Unidos, escrito por uma mulher: Joan Walsh Anglund. Chama-se “Amor é um modo especial de sentir”. E nele aprende-se como ensinar crianças a respeito do mais complexo dos sentimentos humanos. Aliás, a autora tem um jeito todo especial de explicar o difícil.

Escreveu, por exemplo, um livro cujo título é uma verdadeira definição: “Amigo é alguém que gosta da gente.”Bem, no livro sobre amor ela, em poucas palavras, transmite às crianças toda a vastidão do sentimento de amor. Por exemplo, “amor é a segurança que a gente sente quando salva um passarinho que foi ferido”.

E, para finalizar com chave de ouro, esse achado, essa verdade, que todos nós reconhecemos:

“Você sabe quando o amor está presente porque, subitamente, você não se sente mais só.”


{Texto extraído do livro “Clarice Lispector só para mulheres”, p.19, Editora Rocco, São Paulo, 2007}



Clarice sempre me encanta com suas observações e, mesmo hoje em dia, depois de décadas em que ela escreveu esses textos, eles continuam a ser atuais. O texto acima especificamente, me lembrou uns trechos de um livro chamado “O homem que veio da sombra” na qual o autor Luiz Gonzaga Pinheiro, descreve um vocabulário espírita para os netos na qual explica, de forma graciosas e lúdica algumas terminologias fundamentais para que a criança aprenda com amor.


É uma delícia de texto até para nós, adultos, nos deliciarmos. Espero que você goste.......................

Com amor,




♥ Syy ♥




VOCABULÁRIO PARA NETOS







“Estava eu no computador, após ter visitado meus netos, Luiza, Letícia e Luan, e haver ensinado um pouco do dever de casa à primeira, quando me veio à cabeça a idéia de fazer um pequeno dicionário para que eles entendessem mais profundamente, sem a formalidade das regras gramaticais ou amarras filosóficas, o significado de algumas palavras importantes na vida de qualquer pessoa.

Quem sabe um dia, quando forem adolescentes e tiverem oportunidade de ler o que eu escrevi, procurem raciocinar sobre as palavras lá contidas, e amando-as, as deixem entrar e morar em seus corações.

Engraçado é que este exercício me levou a uma séria reflexão sobre a pobreza das palavras, notadamente quando queremos expressar nossos sentimentos.O que sentimos é imensamente mais belo e rico, de mais profundidade do que aquilo que conseguimos grafar.Parece que quanto mais simples somos em nossa comunicação, mas nos fazemos entender e mais tocamos a corda do sentimento de quem nos lê ou escuta.

Foi por causa dessa reflexão sobre a simplicidade das palavras em nossa comunicação, que introduzi o texto abaixo neste livro, convidando os leitores para que também meditem nas palavras que utilizam, principalmente no relacionamento com quem amam. Meu guia espiritual, Francisco, me advertira de que trataríamos de um drama muito sofrido. Que começasse pela ternura. Portanto, o texto é também uma tentativa de preparar o leitor para as dores que serão narradas.
O texto a seguir, foi retirado do livro: "O homem que veio da sombra"

Adeus: É quando o coração que parte deixa a metade com quem fica.

Amigo: É alguém que fica para ajudar quando todo mundo se afasta.

Amor ao próximo:É quando o estranho passa a ser o amigo que ainda não abraçamos.

Caridade: É quando a gente está com fome, só tem uma bolacha e reparte.

Carinho: É quando a gente não encontra nenhuma palavra para expressar o que sente e fala com as mãos, colocando o afago em cada dedo

Ciúme: É quando o coração fica apertado porque não confia em si mesmo.

Cordialidade: É quando amamos muito uma pessoa e tratamos todo mundo da maneira que a tratamos.

Doutrinação: É quando a gente conversa com o Espírito colocando o coração em cada palavra.

Entendimento: É quando um velhinho caminha devagar na nossa frentee a gente estando apressado não reclama.

Evangelho: É um livro que só se lê bem com o coração.

Evolução: É quando a gente está lá na frente e sente vontade de buscar quem ficou para trás.

Fé: É quando a gente diz que vai escalar um Everest e o coração já o considera feito.

Filhos: É quando Deus entrega uma jóia em nossa mão e recomenda cuidá-la.

Fome: É quando o estômago manda um pedido para a boca e ela silencia.

Inimizade: É quando a gente empurra a linha do afeto para bem distante.

Inveja: É quando a gente ainda não descobriu que pode ser mais e melhor do que o outro.

Lágrima: É quando o coração pede aos olhos que falem por ele.



Lealdade: É quando a gente prefere morrer que trair a quem ama.

Mágoa: É um espinho que a gente coloca no coração e se esquece de retirar.

Maldade: É quando arrancamos as asas do anjo que deveríamos ser.

Mediunidade com Jesus: É quando a gente serve de instrumento em uma comunicação mediúnica e a música tocada parece um noturno de Chopin.

Morte: Quer dizer viagem, transferência ou qualquer coisa com cheiro de eternidade.

Netos: É quando Deus tem pena dos avós e manda anjos para alegrá-los.

Obsessor: É quando o Espírito adoece,manda embora a compaixão e convida a vingança para morar com ele.

Ódio: É quando plantamos trigo o ano todo e estando os pendões maduros a gente queima tudo em um dia.

Orgulho: É quando a gente é uma formiga e quer convencer os outros de que é um elefante.

Paz: É o prêmio de quem cumpre honestamente o dever.

Perdão: É uma alegria que a gente se dá e que pensava que jamais a teria.

Perfume: É quando mesmo de olhos fechados a gente reconhece quem nos faz feliz.

Pessimismo: É quando a gente perde a capacidade de ver em cores.

Preguiça: É quando entra vírus na coragem e ela adoece.

Raiva: É quando colocamos uma muralha no caminho da paz.

Reencarnação: É quando a gente volta para o corpo, esquecido do que fez, para se lembrar do que ainda não fez.

Saudade: É estando longe, sentir vontade de voar, e estando perto, querer parar o tempo.

Sexo: É quando a gente ama tanto que tem vontade de morar dentro do outro.

Simplicidade: É o comportamento de quem começa a ser sábio.

Sinceridade: É quando nos expressamos como se o outro estivesse do outro lado do espelho.

Solidão: É quando estamos cercado por pessoas, mas o coração não vê ninguém por perto.

Supérfluo: É quando a nossa sede precisa de um gole de água e a gente pede um rio inteiro.

Ternura: É quando alguém nos olha e os olhos brilham como duas estrelas.

Vaidade: É quando a gente abdica da nossa essência por outra, geralmente pior.”




Do Livro: "O homem que veio da sombra"
de Luiz Gonzaga Pinheiro
Simplesmente magnífico..................................................